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Análise de Alex Kidd in the Miracle World DX: título quase perfeito para os jogadores antigos

Alex Kidd in the Miracle World DX diverte os jogadores antigos, mas falha ao adicionar poucos extras. Confira nossa análise!

Alex Kidd in the Miracle World marcou uma verdadeira geração de jogadores quando foi lançado exclusivamente para o Master System em 1986. O personagem, na época, até chegou a ser o mascote da Sega, Sonic ainda não existia, e ganhou alguns outros títulos, mas que não fizeram tanto sucesso.

Agora, em 2021, praticamente 35 anos depois que surgiu, um remake deste título chega aos videogames e PCs. A seguir, confira o que nós achamos de Alex Kidd in the Miracle World DX.

Nostalgia é grande

Alex Kidd in the Miracle World DX traz uma proposta bem interessante de fazer os jogadores mais antigos se sentirem em casa. Logo ao começar a aventura, quem já teve contato com o título original de Master System pela primeira vez logo reconhecerá o seu cenário sem qualquer esforço.

O jogo continua a seguir o estilo pixel-art, mas o personagem principal foi bem trabalhado e todos os seus traços foram realçados. Assim, os seus gráficos estão dentro dos padrões atuais para um título que pode ser considerado indie.

Já para os jogadores da velha guarda, a Merge Games também trouxe uma opção para que o seu novo título possa ser jogado com os mesmos gráficos vistos no Master System. Para “acessá-los”, tudo que o jogador precisa fazer é apertar um botão, em meu caso, o R2.

Além dos gráficos, Alex Kidd in the Miracle World DX traz músicas renovadas, mas que sempre buscam referências nas originais. Pessoalmente, admito que até gostei da “nova trilha sonora”, mas faz falta no jogo uma opção para poder “mesclar” os gráficos novos e a música clássica.

Algumas novidades sutis estão presentes

Assim como dito em relação aos gráficos, quem teve a chance de jogar o título original saberá bem quais são os principais macetes para passar pelos diferentes cenários do jogo. Apesar disto, não é exatamente tudo que é igual ao título original.

De forma geral, as fases de Alex Kidd in the Miracle World DX mantém o mesmo level design do Master System. Em alguns casos, apenas o começo de certas fases está ligeiramente diferente, mas sem chegar a alterar, de fato, o percurso do jogador.

O mesmo, entretanto, não pode ser dito para as batalhas contra os chefes do jogo. Nelas, os jogadores ainda precisam passar por partidas de jan-ken-po, que continuam tendo a mesma sequência de resultados, mas novidades estão presentes.

Por exemplo, após alguns chefes serem derrotados, eles não aceitarão ter perdido e entrarão em uma briga de verdade, na qual os jogadores terão que usar o famoso “soco” do personagem ou poderes de seus itens para vencer. O jogo original, é verdade, até tinha algumas batalhas do tipo, mas elas eram bem mais raras.

Alex Kidd in the Miracle World DX também é difícil

Ao conversar com alguém que teve a chance de jogar o título original nos anos 80 ou 90, não é incomum encontrar pessoas que nunca o zeraram. Parte disto, é claro, estava relacionado diretamente a sua jogabilidade e um número de “vidas e continues” baixo.

Assim como foi explicado acima, a jogabilidade de Alex Kidd permanece praticamente inalterada, mas o seu remake, ao menos, perdoa erros. Alex Kidd in the Miracle World DX, nas configurações padrões, continua a trazer 3 vidas, mas conta com “continues infinitos”.

Desta forma, perder no jogo não acaba sendo tão frustrante, uma vez que é possível voltar ao menos na mesma fase. Já quem continuar achando o título difícil pode até ligar a opção de vidas infinitas, que facilita bastante a tarefa de fechá-lo.

Extras em baixa quantidade e outros problemas

Os remakes geralmente trazem uma série de extras para os seus jogadores desbloquearem a fim de conhecer um pouco mais sobre o título. Este remake, até faz isso, mas a impressão que fica é que podia ter mais elementos.

Na descrição do jogo da própria desenvolvedora nas lojas, por exemplo, uma menção é feita a novos níveis. Entretanto, estes níveis, na verdade, só são adicionados praticamente no fim do jogo e não acrescentam muitos detalhes.

Por outro lado, graças a personagens adicionados no meio das fases, os jogadores, agora, entendem um pouco mais da história de Alex Kidd in the Miracle World. Um detalhe bem específico que também chama a atenção, é a possibilidade de trocar o “lanche” de Alex Kidd, que sempre foi diferente de acordo com a região.

Já após o jogo ser zerado, dois modos novos são destravados. Um deles é para enfrentar os chefes do jogo em partidas de jan-ken-po no mesmo cenário de Alex Kidd in the Enchanted Castle, título lançado para Mega Drive nos anos 90. O segundo é justamente o “jogo original” do Master System apenas com as mecânicas clássicas em um tipo de emulador.

Assim, a crítica aqui fica pela falta de extras, como desenhos dos conceitos do personagem ou algo que pudesse mostrar mais do personagem, que ficou praticamente esquecido por décadas, restrito a pequenas aparições em jogos da Sega.

Conclusão

Alex Kidd in the Miracle World DX é um jogo divertido e que pode prender a atenção de muitos jogadores dos anos 90. Por contar com as mecânicas praticamente intactas, o jogo consegue oferecer uma experiência realmente nostálgica, mas que dura pouco tempo.

Os jogadores mais novos ou que nunca tiveram contato com o título original, entretanto, podem achar o título um tanto mais fraco. As suas mecânicas continuam extremamente simples, mas certas partes difíceis como nunca.

Por durar aproximadamente 3 horas, o jogo ainda consegue se mostrar bem divertido sem cansar e manterá os jogadores querendo zerá-lo. Após isso, infelizmente, não há muitos motivos para jogar o novo título uma segunda vez.

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