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Por dentro do 5G: entenda o que muda com a nova tecnologia

O 5G dá seus primeiros passos no mundo, mas a tecnologia será tão impactante?

O mundo se prepara para o grande salto em conectividade remota e a nova era da telefonia, o 5G. Muito se fala sobre as portas que serão abertas após a ampla cobertura do serviço, considerando sua aplicação em IoT (“Internet das Coisas”, em português), bem como na velocidade e estabilidade das redes móveis para smartphones. Mas, o que seria o 5G?

Assim como foi o salto do 2G para o 3G — que foi sucedido pelo 4G —, o avanço para o 5G é natural e traz importantes aprimoramentos para a conectividade sem fio, incluindo não só altíssimas velocidades, mas também a integração de outras aplicações extremamente importantes para o avanço do mundo digital e da evolução de cidades inteligentes.

Quem ressalta bem essa qualidade é a União Internacional de Telecomunicações (UIT), que documentou algumas das principais vantagens do 5G. Com ela, as pessoas poderiam aproveitar os benefícios de uma “economia digital avançada e intensiva em dados”, fenômeno que já dá sinais na rotina do brasileiro, principalmente após a chegada do PIX, o método de pagamento eletrônico.

Smartphone 5G

O que é 5G?

A rede 5G é a próxima evolução da internet móvel. Sua ampla cobertura proporcionará não só grande aumento na velocidade na conexão de celulares, mas também a integração de uma imensa rede de dispositivos por meio de conexão remota.

Ela utiliza melhor o espectro de rádio e garante estabilidade para um número maior de dispositivos simultâneos. Especialistas indicam que a conexão permitirá que mais de 1 milhão de dispositivos estejam conectados por metro quadrado. Sendo assim, será possível integrar dispositivos de uma cidade inteligente e de uma Smart Home facilmente na rede móvel.

Cidades Inteligentes e Conectadas pelo 5G
Cidades inteligentes sem seu potencial ampliado pelo 5G.

Para isso, a rede usa faixas de frequências mais altas da telefonia, entre 3,5 GHz a 26 GHz. A conexão tem capacidade maior, já que conta com comprimento de onda reduzido, gerando alcance mais curto (maior necessidade por antenas), mas significativamente mais rápido.

Qual a diferença entre 5G e 4G

Visto pela primeira vez no Japão, em 2010, o 4G trouxe à sociedade a possibilidade de levar internet de qualidade para smartphones em qualquer lugar coberto pela rede. A conexão 4G garante velocidade suficiente para uso cotidiano, seja para consumo de vídeos, filmes, streaming ou mais.

O 5G é resultado de uma demanda maior por conexão e grande avanço tecnológico.

O 5G, por sua vez, garante um aumento de 20 vezes na velocidade do 4G, competindo diretamente com os melhores serviços de banda larga fixa, até mesmo em estabilidade — assim que devidamente estruturada nos locais cobertos. A conexão trará uma mudança significativa no comportamento dos grandes centros brasileiros e nas possibilidades para cidades inteligentes.

Saindo do mundo das ideias

Ainda que esteja constantemente na mídia, o 5G está aos poucos sendo levado para a sociedade. A conexão depende de aprovação de autoridades locais, instalação de caríssimas estruturas, estudo para o posicionamento de antenas, potencial econômico de cada região e por aí vai. É um processo gradual, mas que já está mostrando resultados em alguns países.

Dessa forma, as companhias de smartphones impulsionam essa aprovação levando a tecnologia para seus melhores aparelhos. O iPhone 12 e Samsung Galaxy S20 trazem modelos com conectividade 5G.

Antenas 5G

As negociações do 5G no Brasil ainda estão em fase embrionária. Ainda assim, a Anatel já está caminhando para a regulamentação do serviço e precisa concluir a consulta pública para definir o edital das empresas interessadas.

Assim que publicado, as companhias que pretendem implantar o 5G no país poderão se inscrever na disputa, o “leilão do 5G”, que está previsto para algum momento de 2021. Lá, as companhias disputarão pelas faixas dedicadas da transmissão nacional do 5G, competindo pela melhor cobertura em áreas mais rentáveis e negociando o suporte para regiões mais vulneráveis.

Por: Igor Almenara

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