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Foxconn prevê escassez de componentes eletrônicos até 2022

A Foxconn, que participa da produção de produtos da Apple, afirma que cerca de 10% de sua produção pode ser afetada pela falta de peças

Um dos efeitos da pandemia do novo coronavírus pelo mundo foi a escassez de peças para fabricação de diversos produtos. Agora, ao que parece, a Foxconn – que lida com produção da Apple – está sofrendo com esse problema.

A notícia foi dada por Young Liu, CEO da Foxconn. Segundo ele, a empresa não conseguirá cumprir alguns dos pedidos feitos devido à escassez de componentes. Quando questionado sobre a duração desse período, o executivo afirmou que esse problema deve durar pelo menos até o segundo trimestre do ano que vem.

“O fornecimento [nos] dois primeiros meses deste trimestre ainda estava bom, pois nossos clientes são todos muito grandes, mas começamos a ver mudanças acontecendo este mês”, disse Liu durante uma videoconferência de resultados da empresa.

Apesar da revelação, o executivo informa que o impacto não deve ser tão significativo para a empresa. Segundo ele, cerca de 10% dos pedidos devem ser impactados pela escassez. Mesmo assim, é uma falta notável para a Foxconn – e para alguns de seus clientes, como a Apple – que pode entregar os pedidos com certo atraso.

Problemas anteriores da Foxconn

No ano passado, durante os primeiros meses da pandemia, a fabricante enfrentou problemas parecidos após paralisações governamentais obrigatórias. Esses atrasos se espalharam por toda cadeira de suprimentos, levando a um lançamento atrasado do iPhone 12, por exemplo.

O momento atual, em comparação com o visto anteriormente, parece menos drástico, mas, se as peças continuarem escassas, os atrasos podem aumentar no fim do ano.

A Foxconn não é a única a levantar a questão da falta de peças. No início de março, por exemplo, a Samsung alertou seus investidores sobre um “sério desequilíbrio” na indústria de semicondutores.

Montadora de veículos – como Ford, Volkswagen, Nissan e Toyota -, também enfrentam questões parecidas. Por fim, empresas como Sony e Microsoft também citam problemas para produzir seus consoles de nova geração.

Via: The Verge

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