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Exército aprova R$ 4 milhões para America’s Army brasileiro

Militares querem conquistar a comunidade gamer com jogo de tiro que exalta o Exército; valor pode ser baixo demais para conclusão do projeto

De olho no público jovem, o Exército brasileiro está reservando uma verba milionária para desenvolver seu próprio game. A ideia é similar ao projeto dos militares americanos com o FPS America’s Army, lançado em 2002.

Segundo apuração da Folha, a iniciativa faz parte da Missão Verde-Oliva, que busca mudar a imagem do Exército diante da comunidade aficionada por jogos. O plano de mais de R$ 3,9 milhões já foi aprovado e deve entrar em licitação até o final deste ano.

Exército gamer?

Mirando em America’s Army, a intenção das Forças Armadas é trabalhar junto a um parceiro local para criar um shooter que exalte as qualidades do serviço militar.

O edital já prevê que o tema pode ser polêmico e colocou em suas diretrizes que o game não pode se passar em cenários já marginalizados, como favelas, e deve economizar na exibição do sangue – o que pode ser um problema para um FPS mais realista.

A jogatina também não pode fazer referência a situações políticas dos dias de hoje, tendo que ser situada num futuro próximo: o ano de 2025.

Pode flopar

Um dos principais problemas que o Exército pode enfrentar nessa empreitada é o orçamento. Enquanto quase R$ 4 milhões podem parecer muito e um gasto desnecessário para alguns, especialistas afirmam que o dinheiro é pouco para um projeto como esses.

Em entrevista à Folha, Thiago Freitas, presidente do estúdio Kokku, afirma que seriam necessários ao menos R$ 15 milhões para que o game brasileiro fosse viabilizado. Mesmo assim, o escopo do projeto seria bastante reduzido e com resultado abaixo do esperado.

Reprodução: America’s Army

Para efeitos de comparação, o título desenvolvido pelo exército dos EUA levou três anos para ter sua versão inicial concluída e contou com um orçamento total de R$ 200 milhões, distribuídos ao longo de dez anos.

A liberação de recursos, aliás, também pode ser um problema para quem for parceiro dos militares brasileiros nessa iniciativa. Isso porque o valor será diluído em seis anos e tem apenas o gasto de 2021 garantido.

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