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Compra da Arm pela Nvidia esbarra em problemas na Europa e China

Autoridades chinesas e britânicas avaliam o efeito da aquisição em seus mercados antes de aprovar pedido da Nvidia

Anunciada na metade de 2020, a compra da Arm pela Nvidia ainda não se concretizou e pode levar mais tempo do que o esperado. O motivo? As autoridades europeias e chinesas não parecem ter muita pressa em analisar e bater o martelo sobre a aquisição.

O negócio tinha expectativa de ser concluído em março de 2022, mas esbarrou em problemas com órgãos da União Europeia, China e do próprio Reino Unido – onde fica a sede da fabricante de chips em questão.

Nvidia e Arm: um negócio lucrativo

A arquitetura dos semicondutores da Arm está presente em boa parte dos celulares e tablets em atividade no mundo, tornando o negócio bastante visado por empresas que querem expandir sua produção de chips ou entrar no mercado mobile. O diferencial competitivo é atraente, mas também levanta o alerta para concorrentes.

Esse parece ser o problema para a Nvidia. Para começar, a Autoridade de Concorrência e Mercados (CMA) do Reino Unido está investigando se a compra fere os interesses de companhias britânicas ou pode prejudicar a segurança nacional, apoiando-se numa lei que bloqueia aquisições e fusões com receita combinada superior a 1 milhão de libras.

Reprodução: Nvidia

O mercado avalia que o potencial da Arm para a dona das GPUs RTX esteja na casa dos US$ 3,5 bilhões – só “um pouco” a mais do que o previsto na legislação local. Isso pode não ser um impeditivo total da compra, mas o governo britânico deve usar esse argumento para impor condições à aquisição, como manter a sede e os funcionários da fabricante na região.

Concorrentes e… férias

Depois, temos o caso dos reguladores chineses, que têm adiado o julgamento da aquisição por receio de como o negócio pode impactar grandes companhias da China, como Huawei e ZTE – que já sofreram com as recentes sanções por parte do Ocidente e podem se complicar ainda mais com a união de Nvidia e Arm.

Por fim, a comissão da União Europeia que avalia esse tipo de negócio afirma que não recebeu documentos importantes por parte da empresa comandada por Jensen Huang e deve entrar no recesso de verão sem avaliar o caso. Com tudo isso, a compra só deve mesmo ser concretizada em outra janela de tempo: setembro de 2022.

Fonte: Wccftech

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